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quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Enfim, as promessas para 2011...


Aqui estou eu mais uma vez, dedicando meu tempo a fazer promessas que no mínimo vou quebrar antes do meado do ano. Mas, devo confessar que essa prática milenar de prometer o que não posso cumprir virou uma mania, e eu não passo minha virada de ano sem antes ter pego um bloquinho de papel, ou meu pequeno bloguito “GRITO” e extravasado minhas famosas promessas difíceis de cumprir.

Ano passado eu me lembro de ter prometido fluência em francês e virar vegetariano, e o máximo que consegui foi ter parado no hospital  intoxicado por carne de porco. E o meu francês ainda não passou do "Ne me qui te pas" (porra, acho ainda que escrevi errado essa bosta)

Vamos deixar de lenga-lenga e ir ao que interessa, fazer promessas!!!

Bom, em 2011 eu vou...

1. Viajar para fora do país (mesmo não sabendo nenhum outro idioma, acho que quem sabe falar “fuck you” está salvo em qualquer lugar)

2. Ser mais Maysa (beber demais e ficar por aí, bar em bar... bar em bar - ADORO)

3. Voar de asa delta (com as favelas do Rio pacificadas, o risco de virar alvo de tiro é bem menor, o ruim é que acabou com metade da emoção da viagem. Eu sempre me via desviando dos tiros, meio Steven Seagal)

4. Nadar pelado na praia (acho tão excitante essa coisa de entrar no mar e nadar pelado, mas pra isso acontecer preciso aprender a nadar – beijos!)

5. Aprender a nadar (para realizar meu sonho de nadar pelado, mas tenho que arrumar alguém pra me ensinar)

6. Comprar um camisinha que brilha no escuro (queria ver o que acontece - inocente - alguém me mostra?)

7. Pensar em sexo o menos possível (e nem ficar reparando os homens da cintura pra baixo, e nem imaginar as pessoas sem roupa e muito menos como deve ser elas fazendo sexo - Acho que essa promessa eu vou quebrar no próprio dia 01/01/2011 - droga!)

8. Não salvar gente estranha (tenho andado com essa mania de uns tempos pra cá. Fico salvando gente estranha em festa esquisita e o pior: sem o auxilio da birita #TENSO)

9. Ter um caso com um Salva Vidas, um Pedreiro e um Mecânico. (acho justo e acho digno... realizar alguns fetiches em 2011, se bem que tem os Guardas, Zeladores, Policiais... ai ai)

10. Ser um ótimo fisioterapeuta e não ficar excitado vendo meus amigos profissão, todos trabalhados no branco, mostrando o que sabem fazer com a mão – ui!






Alias, me digam vocês, o que prometem para 2011???


Pra finalizar, agradeço a todos que acompanharam o Visão e o Tato (eu), nesse ano de 2010 (que foi maravilhoso pra mim, amém), aturando sempre nossos altos e baixos, nossas “GRITARIAS”, e principalmente compartilhando mais do que comentários conosco, mas também suas opiniões, histórias e amizade. Meus sinceros votos de Amor, Paz, Prosperidade e Sexo para todos vocês (sexo por que a vida sem isso é monótona. FATO) e que no ano que se inicia estejamos todos aqui juntos, fazendo o que sabemos fazer de melhor: Vivendo e Gritando (ou fudendo com a vida e gritando).

Beijitos e ótema viradjééééééénha pra vocês!



By Tato

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

merdas que me afetam

Eu já o conhecia, mas nunca fomos amigos.Não grandes amigos. Trocávamos raras palavras, na verdade, cumprimentos, e ele nunca foi de chamar muita atenção. Com um jeito calado, mas sempre atencioso a qualquer coisa que eu falasse, uma aproximação aconteceu, mas não tão importante para que pudéssemos falar de algo que é pessoal - como minha orientação sexual. Foi então que as coisas foram mudando, e uma intimidade - não da minha parte - foi brotando de uma forma natural, mas originada por ele, e quando eu menos esperava eu já era o seu confidente e todos os problemas já passaram ser do meu conhecimento, mas eu me mantive calado em relação a minha vida. Todas as conversas eram recheadas de toques carinhosos, de palavras gentis e de um carinho incomensurável. Passei a ser convidado para estar presente, mas mantive a distância necessária, afinal eu já estava desejando aquele corpo e eu não poderia tê-lo, e limitei-me a falar com ele pelo MSN. Em uma dessas conversas ele perguntou se poderia vir a minha casa e eu disse "não" pois estava na casa do meu irmão e ele se ofereceu para ir até lá, pois precisava MUITO falar comigo. Por medo, marquei em um território neutro, em uma praça.
Chegando lá, ele me abraçou e este abraço durou um certo tempo, o que me incomodou de início, e ele começou a me agradecer por ter aceitado o encontro, pois o que ele tinha para falar era MUITO importante e não poderia ser dito a outra pessoa.
- Eu estou sentindo um tesão filho da puta por você - disse ele sem pausa - e há muito tempo que eu estou sentindo isso, mas reprimindo a cada encontro, mas chegou um momento que não aguento mais reprimir e estou te contando.
Eu fiquei com cara de quem morreu e não queria ser ressuscitado, e pensei em muitas coisas, inclusive na namorada dele, que era tão legal - só a tinha visto uma vez, mas ela disse que adorou me conhecer - e em todas as possibilidades de experimentar algo que eu também desejava. Como não sou santo mandei "Então vamos para um motel resolver este problema de tesão".
Problema resolvido, cada um para o seu lado e achei que seria a última vez. Não foi. Matar a sede de sexo tornou-se comum, diria semanal, fora os encontros quase diários, e a preocupação dele em sempre querer saber como eu estava. Deixou de ser apenas sexo, e ele passou a ser um cara presente em minha vida, compartilhando os problemas dele e eu os meus - passamos a ser um casal. 
"PORRA!" Eu pensei. Não posso ser um casal com alguém que já tem o seu par. Posso?! Mas o meu problema se tornou maior, quando eu estava assistindo o show da Vanessa da Mata, e acabei transformando a canção dela em nosso tema - minha vida tem trilha sonora, ok?! Eu acho cool - e me peguei cantarolando "como pode ser gostar de alguém e esse tal alguém não ser seu". Acordei! Arrumar uma canção para o casal é um dos VÁRIOS sinais de paixonite. Descobri que a droga de algum sentimento estava vivo aqui, no meu peito, e que chegou sem eu dar conta e foi se instalando em um cantinho, e sem eu perceber, já tinha tomado conta de mim. Não foi por causa do sexo - sim, o sexo é bom -, mas foi pelo carinho dele comigo, mesmo estando entre outras pessoas, pelo cuidado, pelas mensagens no celular, e recados off no msn. 
"ELE TEM ALGUÉM E NÃO VAI LARGAR POR VOCÊ", essa foi a razão gritando, e eu não sou criança para ficar brigando por um brinquedo - EU SEI QUE ELE É MUITO MAIS QUE ISSO - mas saí de cena. Mantenho meu celular off, não entro no msn, e NUNCA passo por lugares onde eu posso encontrá-lo. Medidas extremas sim, mas necessárias para manter-me a salvo de mim mesmo. Instinto de sobrevivência. Ele tem tentado, pois recebo mensagens quando tiro o celular do modo off, e elas vem carregada de saudade, carinho e preocupação. Eu respondi dizendo: "Muitas coisas acontecendo e estou sem tempo. Mas eu vou te explicar tudo quando chegar a hora. Cuide-se".
Há pouco instante recebi a seguinte mensagem dele: "A minha vida não está a mesma coisa sem você. Não deixa o que construímos acabar. Beijos. Te amo".
Tive vontade de devolver a mensagem lembrando-o que não construímos nada, e que ele tem construído algo com a namorada-exu dele, mas achei melhor me calar. O silêncio, neste caso, é a melhor resposta. Mas a única coisa que eu sei neste momento, é que só existirá "nós" quando ele terminar com a namorada e ficar comigo. Não que eu vá exigir, mas acontecerá se ele escolher. Ele tem até janeiro para decidir. Mas isso não sou eu quem irá dizer a ele.
GRITO, GRITO E GRITO!

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

A volta

Voltei e não sei sobre o que escrever. Passei por alguns blogs e o que mais se comenta é do "Pintos" e eu lembrei de uma certa vez, que depois de 20horas de viagem, eu parei na rodoviária de Teresina - PI e resolvi tomar um banho para me refrescar e esperar o ônibus para Belém, que sairia depois de duas horas. Mas o problema maior é que os chuveiros não tinham divisória. Ficavam um ao lado do outro e quem tomasse banho, estaria exposto a todas as pessoas que entrassem no banheiro. Nem preciso dizer que fui assediado, né? Mas coloquei o cara para correr.
Mas o que me tocou foi a história do Wans e o processo para se aceitar, pois de certa forma fala diretamente comigo: levei 28 anos para me aceitar como sou e descobri o quanto eu posso ser feliz sendo gay. Não quero outra coisa para a minha vida. Mas durante esse processo de aceitação, tirar a minha vida nunca passou pela a minha cabeça - talvez seja pelo amor próprio fdp que tenho - tirar a minha vida. Sempre pensei que se fosse para alguém morrer por eu não ser hetero, que fosse quem não me aceitasse. Não que eu fosse matá-los, mas eu sempre pensei em dizer "Não aceita viver no mundo em que eu sou gay? Então se mata e saí deste mundo". Meu conflito maior era na espeerança de deus me ajudar e me transformar em hetero - o que não aconteceu, graças a deus, bjas! -, o que me levou a tentar viver da única forma que eu posso.
As pessoas a quem eu contei a verdade não se incomodam com minha orientação sexual, e todas as coisas continuam da mesma forma. Tem um que prefere que eu não entre em detalhes de minha vida sexual, o que eu entendo, mas o que me desobriga [essa palavra existe? neologismo mode ON]a ouvir sobre seus casos sexuais, né? No mais, estou super bem comigo mesmo e com o mundo a minha volta.
É isso, gente. Quando eu tiver o que falar - quando todas as leis lidas sumirem da minha cabeça em definitivo - eu volto a gritar novamente. Mas eu quero gritar uma coisa:
ESTAVA MORRENDO DE SAUDADE DE VOCÊS!
GRITO, GRITO E GRITO!

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Saudades

Faz MUITO tempo que eu não apareço por aqui, mas quero dizer que sinto falta de cada um de vocês. Com alguns eu mantenho contato por telefone, quando possível, e uma grande maioria eu mato a saudade apenas lendo - sim, eu tenho lido quando sinto falta de voces e preciso fugir da rotina que tomou conta de minha vida. Nao deixo comentários por não dispor de tempo. Escolhi algo para minha vida e estou pagando agora para viver depois.
E por falar em viver, há MUITO tempo que eu não sei o real significado dessa palavra. Não tenho vida sexual (meu caso, puramente sexual, descobriu que gostava de mim, obrigando-me a por um fim en nosso encontro semanal - Não me julguem, please, mas não estou para o amor!), não tenho vida social (excluí meios de entrarem em contato comigo ) e abandonei qualquer coisa que nao for estudo. Se tudo sair como planejado, estarei livre em dezembro - só espero não ficar gordo até o verão por só comer, dormir e estudar.
Desculpem os erros, mas estou deitado e postando do meu celular. Um grande beijo cheio de saudades.
GRITO, GRITO E GRITO.

BY VISAO

domingo, 15 de agosto de 2010

Não Salvo!

=
Estava em casa no fim de semana passado, entediado como sempre, e resolvi sair pra ver gente. Chamei meu amigo, que vou chama-lo de "Selvagem" [ele realmente é selvagem... ui!] pra sair comigo, dançar um pouco, conversar e talz....

Selvagem veio com um papo estranho pra mim desde dentro do táxi, falando sobre um tal "dia da boa ação"... igual a serie Queer as Folk, onde no dia da Parada Gay, os caras mais gatos [leia-se gostosíssimos] iam lá e davam uns pegas nos caras que eles nunca iam  ter coragem pegar.
Eu, particularmente, achei digna e justa a ideia, até me peguei a pensar em  um cara bem gato vindo me salvar [me abana meu Pai]. Mas, a historia mudou de ângulo quando Selvagem, no alto de sua selvageria, queria que eu salvasse o amigo dele. [ui!!!]

Eu como uma boa e nobre pessoa caridosa, não sei falar NÃO, e disse "SIMMMM, EU SALVO ELE!!!"  [infeliz]

Ah... a principio, antes de vê-lo, fiquei feliz pelo fato de ser provido ao cargo de salvador gato de uma pobre criatura indefesa [leia-se feia?!]. Mas...



... a felicidade foi embora na pratica.



[Precisa dizer por que?!] O guri além de estranho estava gripado. Sabe aquele nariz escorrendo mesmo?! [que nojo]
E pela segunda vez consecutiva este mês, sai a francesa [OU MELHOR, NA SURDINA MESMOOO], antes que alguém me pedisse e eu em um ato heroíco e totalmente altruísta [leia-se bêbado] dissesse a bosta do sim para o guri catarrento.

A noite só não foi totalmente perdida, por que eu em meu ato de fugitivo estabanado [ou não... rs] esbarrei sem querer em um carinha com rostinho de bebe e molhei a camisa dele com vinho... [que pena dele ai ai]... bom o fim da historia vocês sabem né?! [ADOROOOO]


Naquele dia eu nem fui guerreiro, e estou orgulhoso disso 
[Estava ungido em Cristo! Gloria 3x]



2 vezes consecutivas?! é o inimigo querendo agir, sai pra lá macumba. ui!


Eu fujo, fujo e FUJO.



By Tato.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Olá!

Olá! Estou sumido e o tempo está curto. Levando irmã para outro Estado, pensando em aproveitar, mas eu tinha esquecido que as aulas começam na segunda. Maldita mega-sena que não me brindou com seu prêmio acumulado em meu niver.
Estarei sumido por um tempo, mas espero poder voltar e reencontrar e ler todos vocês.
Obrigado pelo carinho em meu niver. Espero que vocês fiquem bem. SEMPRE!
Um grande BEIJO!

BY VISÃO

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Visão's day....

.





Parabéns Visão pelo seu dia... Muitas felicidades sempre!

Obrigado por sempre estar do meu lado. Apesar de me chamar de vadia (adoro), eu te amo.
Eu quero dizer que vou comer o seu bolo (ui!) rs

Bom, minha homenagem pra você, segue com uma musica que me faz lembrar de você, a todo momento (hehe):


"Ela pede
Ela gosta
Ela quer toda hora
Remexer sabe o que?

Balacobaco, mexer o balacobaco
Balacobaco, mexer o balacobaco

Mais o gostoso e até embaixo
O gostoso até embaixo, gostoso até embaixo
Olha você está querendo me provocar
Com seu jeitinho tão faceiro vem tirando meu sossego

Sua cara de pirraça, eu não agüento mais.
Sua danada descontrolada
Se eu levo pro samba não quer mais parar"


 
Balacobaco
Parangolé


Ps. Gostou da homenagem??? (uehueheuheuehuheu)
Ps. Amo você viu?! Beijos e felicidades... rs




By Tato

quarta-feira, 28 de julho de 2010

sobre a morte e o seu poder


“A sensação que tenho é de que meu filho está mais vivo do que nunca. Quem morreu fui eu. Estamos falando da minha morte”.
Esta declaração de Cissa Guimarães em relação a morte do filho cortou o meu coração. A morte, embora seja a única certeza que temos, quando vem, acaba tirando a vida até dos que ficaram vivos. Ela consegue ser destrutiva, impiedosa e talvez fique ali, sorrindo de nossa impotência diante dela. Maldita morte! Maldito poder destrutivo que ela tem. Não temo encontrá-la, mas temo que os que eu amo a encontre primeiro que eu; sofro com a possibilidade de perder alguém que eu amo - não que eu viva pensando nisso, mas quando as coisas acontecem com o vizinho, já ficamos de sobreaviso. Sei que as coisas acontecem quando tem que acontecer, mas isso não me impede de ficar esperando a ligação dos meus amores - família e amigos queridos - quando estes estão viajando. Só tenho paz quando recebo uma ligação com as palavras de tranquilidade "CHEGAMOS".
Em 28 anos de vida só perdi uma pessoa a quem eu amava - um tio -, mas a dor no início é quase insuportável. Com o tempo a lembrança fica ali martelando e cada canto da casa, cada palavra dita, lembra a pessoa que partiu sem se despedir - ele morreu em uma viagem. A sensação é que a pessoa estivesse fazendo uma viagem de férias, mas que sabemos ser sem volta. Por esse motivo, não canso de lembrá-los e GRITAR o quanto são importantes para mim e o amor INFINITO que sinto por eles.
Por isso GRITO, GRITO e GRITO!

segunda-feira, 26 de julho de 2010

sobre educação, panfletos e os cristãos


Estava conversando com um amigo a respeito de aceitar ou não panfletos que são distribuídos na rua. Ele disse que se sente obrigado a receber, pois quando não o faz, as pessoas o tomam como mal educado.
Eu estava na porta do hospital conversando com um amigo e esperando a chuva diminuir a sua intensidade, quando um senhora pára diante de nós para entregar um panfleto sobre o amor de Deus. O meu amigo aceita e confidencia que é cristão e quando ela vai me entregar, eu agradeço, mas recuso. Ela insiste, dizendo que ali eu encontraria a mensagem para a felicidade eterna, mas mesmo assim, diante de tamanha oferta, eu falo com ela que prefiro não ser feliz eternamente. Não sei se ela foi treinada para persuadir e insistir, ou se o grande problema é não saber lidar com um "NÃO", ela continuou ali com a sua mensagem estendida diante de mim. Eu fui mais ríspido.
Eu : Senhora, eu sou ateu.
Senhora [com os olhos esbugalhados]: Mas jesus te ama e morreu por você.
Eu: Lamento por deus e seu amor platônico comigo. Ele me ama, mas eu não o amo.
Senhora: Mas ele morreu na cruz por você.
Eu: A opção foi dele morrer, mas isso não quer dizer que eu tenho que aceitar o sacrifício dele. Cada um com as suas escolhas. Ele escolheu morrer por mim e eu quero viver por mim. Há um conflito de interesses entre seu deus e eu, mas nada que a distância entre nós não possa resolver.
Senhora: Meu filho, você não sabe do que você está falando. Mas gente como você, quando ele voltar, vai clamar por perdão e ai vai ser tarde demais. Queimarão no fogo do inferno.
Eu: E gente como você, fica cega pela fé e nem sabe mais quando tem que parar de incomodar aos outros. Fique com o seu deus e sua verdade para você, e se não tem mais nada para fazer aqui, por favor, siga seu caminho e vai falar com quem quer te ouvir.

Tem pessoas que não sabem a hora exata de parar, e vivem para fazer com que as pessoas acreditem nas mesmas coisas que elas. Não ando por ai tirando a fé de ninguém e nem tentando fazer ninguém deixar de acreditar em deus, mas me recuso em aceitar que façam o mesmo comigo. Se deus existe, que venha ele mesmo me dar o recado.
Grito, Grito e Grito!

domingo, 25 de julho de 2010

Primeira Impressão é a que fica.

=

Nada como um dia após outro para se obter um bom aprendizado sobre relacionamentos. Ontem eu aprendi mais um mandamento que marcará o meu pequeno diário 2010: 

“Não causar mau impressão no primeiro encontro a sós”

Pois bem, ontem um guri que eu conheci na boate há alguns dia atrás me chamou pra sair, conversar e tal. Achei assim, super empolgante, a ideia de sair e ver gente, e principalmente CONVERSAR um pouco.

Ele veio pontualmente me buscar de carro as 00h da noite, todo lindinho, bem arrumado e tudo mais. Me deu um selinho quando entrei no carro e me perguntou pra onde eu queria ir. Ele então deu a alternativa de irmos a um barzinho que é bem movimentado, mas nada que fosse exageradamente dançante (musica alta feelings, impossível de conversar). Gostei da pedida, e lá fomos nós.
Ficamos conversando e bebendo. Eu com um certo controle, mas ele continuava firme, um copo após o outro. E isso não é legal.
Enfim, ele me chamou para irmos em algum lugar para dançar...
Fomos, e ele começou a ficar incoveniente, e exibicionista ao extremo. O bebe-bebe etílico continuou. O guri estava fora de controle e gritava ao invés de falar. (engraçado todo bêbado grita né?!)
Eu fiquei extremamente incomodado com aquilo. Até tentei lhe falar, “para um pouco”, mas tem bêbado que fica irredutível (quase todos).

Até que chegou um outro carinha em mim enquanto ele ensaiava um strip-teaser* no meio da pista de dança e me envergonhava. Eu estava um pouco afastado, e o cara veio com aquele papo de sempre, mas ficamos apenas conversando, nada demais, falei que estava acompanhado e tudo mais... (porém me deu uma vergonha de dizer com quem eu estava). Meu acompanhante se anunciou sozinho (o que é pior), quando ele viu o cara próximo a mim, começou puxando-o pela camisa e gritando “Não vem querendo o que é meu”.

E eu fiquei meio (leia-se totalmente) perdido na hora, “humm... comassim seu?!”.
Bom, inevitavelmente a briga começou, e eu me embrenhei no meio da multidão, escapando do lugar, fingindo que não conhecia ninguém.
Do nada encontrei uma amigo e acabei dormindo casa dele. 
E a minha única vontade naquela hora foi de SUMIR.

Hoje de manha quando acordei recebi a seguinte sms:

Desculpe pela noite de ontem, fui expulso da boate e acabei dormindo dentro do carro de tão mal que eu estava. Estou meio de ressaca mas, podemos sair hoje, prometo me comportar.”

sms resposta:

aham Cláudia, senta lá

Ps. óbvio que não respondi o coitado mas, acho que é melhor ir devagar, ainda mais por que achei muito forte aquela de “não vem querendo o que é meu” e pior, do jeito que ele bebeu, imagino o quanto de bebida ele deve ter jogado fora hoje. (Que nojooo – ecaaa!!).

Depois dessa eu... Grito, Grito e Grito!

By Tato.

* como se escreve stripteaser? Não achei nem no google a forma certa de escrever isso! Help Me!

quarta-feira, 21 de julho de 2010

aconteceu o que eu NÃO estava esperando

Nada na vida acontece por acaso ou talvez aconteça. também tem o fato de o universo conspirar contra mim - sim, ele conspira. FATO! - e fazer com que coisas loucas aconteçam comigo. O meu amigo de quem falei no post anterior, ligou em minha casa e soltou:
Amigo - Visão, eu encontrei o seu blog - eu senti um frio na barriga.
Eu - Meu blog, como assim você sabe que é meu blog?
Amigo - Sim, seu blog, sei que é seu pois acabei de ler a nossa conversa de ontem.
Eu - Então - já procurando um lugar macio para cair...
Amigo - Velho, eu não pensei que iria te decepcionar e eu não pensei que eu iria te magoar - Enquanto ele fala eu agradeço que foi uma ligação e não uma vídeo chamada ou ele aparecendo em minha porta.
Eu - Velho, eu escrevi ali, não por você ter me magoado, e sim pelo fato de saber da condição em que eu estou. O tal "te aceito desde que você não se exponha e não me leve junto" que não é dito nas conversas onde eu me revelo. Você só acendeu a luz que não tinha sido acesa até o momento e algo que eu terei que aprender a lidar, e a única forma que eu vejo é não estar por perto.
Amigo - Mas você está falando sério em "me tirar da sua vida e não dar notícia"?
Eu - Não e sim! Complicado. Falo que descobri que eu enfrentarei isso e que estou pronto para seguir adiante e viver a minha vida longe de todos, por não querer que as pessoas a quem amo se sintam constrangidas com a minha presença e de um possível namorado.
Amigo - Em nenhum momento eu quis dizer isso, e talvez você tenha me interpretado mal. Eu gosto de você pra caramba e nada muda e/ou mudará entre nós. Quando li, pensei "O que é real ai? Pode ser drama".
Eu - Amigo, eu não estou chateado com você e também sei o que você sente por mim, mas eu nem estou falando disso, estou falando que eu posso viver longe e aprender a viver sem tê-los por perto. Eu já fiz esse exercício e sei do que eu sou capaz. Mas depois eu te ligo. Tchau.

Passou um tempo, e ele chamou em minha porta. Conversamos bastante, colocamos os pingos nos "is' e ele se foi com a certeza de que tudo entre nós continua o mesmo. E continua.
Acho bem provável que ele irá aparecer por aqui hoje, e só para ele não esquecer, quero dizer que EU O AMO MUITO E COM TODA A FORÇA E VERDADE QUE HÁ EM MIM. Sei de nossas diferenças, mas conheço também do grande respeito que temos um pelo outro. E não vou tirá-lo de minha vida NUNCA, mas quem tem o poder de decidir se vai permanecer em minha vida ou não é você. E espero que fique por toda a vida.
GRITO, GRITO e GRITO!

terça-feira, 20 de julho de 2010

aconteceu o que eu estava esperando

Eu tenho um amigo que eu sempre o achei prafrentex e muito inteligente. Um cara que veio de um lar cristão como eu e que também tem suas dúvidas em relação a deus - mas no caso dele não era por causa da homossexualidade, pois ele é hetero, mas por causa da vida sofrida que ele tinha e que o levou a refletir sobre o cuidado de deus. Mas o que mais me encantava nele era o seu lado de não se importar com o que os outros pensavam ou falavam - pelo menos era o que ele dizia - e por dizer que as pessoas tem que ser quem elas são. Essas palavras dele, levou-me a contar a verdade sobre mim, e fui aceito por ele, e ele acrescentou "nada mudará entre nós".
Antes de vir tomar conta de Reflexo [ele fez uma cirurgia e estou tomando conta desta criança], eu fui convidado por ele para comermos um acarajé e conversar um pouco, e entre um assunto e outro segue este diálogo:
Eu: Quando eu casar, quero você como padrinho.
Amigo: Quero saber de dar meu cu a ninguém.
Eu: Estou te chamando para ser padrinho e não participar de uma suruba.
Amigo: Eu sei, mas eu não posso te dizer que eu iria em um casamento gay e , principalmente, ser padrinho, pois o que as pessoas pensariam? Eu teria que justificar a minha família o motivo, e você sabe que eles são cristãos. Não mesmo. Só se for em outra cidade e longe deles.
Eu: Convite retirado. Eu entendo a sua reação e sei como as pessoas ainda são ignorantes a respeito disso, Amigo. Homem não pode ser amigo de gay pois ele será gay, como homem não pode ser amigo de mulher pois ele provavelmente vai querer transar com ela. Eu sabia que mais cedo ou mais tarde isso aconteceria, e que um dia eu sentiria na pele o que o preconceito pode fazer. Entendo que você é meu amigo, me aceita, mas desde que isso não seja exposto para a sociedade, afentando a sua sexualidade. Respeito sua posição, mas só quero dizer que eu estou tentado conseguir algo longe da Bahia justamente por isso. Eu vou viver longe de vocês, vou tirar cada um que tiver vergonha de mim da minha vida. Você tem o direito de me ocultar por vergonha, como eu tenho o direito de excluí-lo da minha vida por amor próprio. E eu sei fazer isso. Já estou fazendo isso. Matando aos poucos até não sobrar nada aqui.
Amigo: Não é assim - eu o interrompo.
Eu: Eu sou extremista e você sabe disso. Não quero nada pela metade. Nem amor. Mas isso não é extremismo, é apenas sobrevivência. E para eu sobreviver eu vou precisar recomeçar longe de quem eu amo e não me aceita. Apenas recomeçar sem mentiras e sem voltar para Bahia. Nada de visitas no natal, no reveillon ou carnaval. Serei apenas torpedos, e-mails, quiçá, telefonemas. Tchau!

De tudo isso, o que mais me espantou foi como uma pessoa muda tanto. Ele NUNCA se preocupou com o que os outros pensam, mas isso tudo foi na teoria, pois agora vi o quanto ele se importa. Mas se para eu ser feliz eu tiver que deixar todos eles para trás assim eu o farei. Sem medos.
GRITO, GRITO e GRITO!

terça-feira, 13 de julho de 2010

Apenas a verdade

Eu fui dramático no post de ontem, fato! Mas o problema maior não era assumir ser quem eu sou, mas sim assumir que eu passei a minha vida me enganando e enganando outras pessoas. E em minha casa a palavra sempre foi "diga a verdade SEMPRE", e a minha mãe sempre exigiu que, mesmo que fosse uma coisa ruim, deveríamos dizer a verdade.
Contei ao meu irmão e ele apenas me ouviu, e talvez tenha visto o medo em meus olhos, a minha voz grave e trêmula, mas eu fui até ao fim. Depois de ouvir a minha história, ele disse:
"- Eu só quero a sua felicidade. Eu te amo e não sinta como se você tivesse mentido para mim, mas apenas se protegendo, por medo de algo desconhecido e cercado de preconceito."
Ele me envolveu em seus braços, me beijou e dormimos ali, em silêncio, com a certeza que eu não precisava temer e que a minha mentira fora perdoada.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Eu sou uma farsa


Não se espantem com a minha afirmação, mas ela é a mais pura verdade. Sou uma grande FARSA.
Eu cresci ouvindo dizer que "mentira tem pernas curtas", só que as minhas tem, digamos assim, 20anos, e NINGUÉM descobriu. Em pleno século 21, não seria novidade alguma que alongassem as pernas da mentira e assim foi feito com a minha. Passei os primeiros 23 anos de minha vida enganando a mim e aos outros, fingindo ser quem eu não era, e quando eu passei a aceitar e viver quem eu era, comecei a enganar e mentir APENAS para as pessoas a quem eu AMO e que SUPOSTAMENTE me amam. Medo? Não sei.
Estou falando disso mesmo: da orientação sexual que compartilho com vocês, ilustres desconhecidos, mas que oculto das pessoas a quem eu mais amo. Isso não quer dizer que eu não goste de vocês, ao contrário, foi graças a vocês, queridos seguidores e a quem eu sigo, que eu aprendi muita coisa, mesmo em tão pouco tempo.
Quer saber o motivo por eu estar escrevendo isso agora? Porque eu estou tentando ser verdadeiro e dizer o que há dentro de mim para a pessoa mais importante da minha vida - e este alguém não é a minha mãe, que embora seja importante, não está em primeiro lugar - e as palavras não saem. Ele sempre foi aquele porto bem seguro onde eu depositava as minhas frustrações, meu medo, minhas angústias; com ele sempre me era permitido chorar, pois ele sempre estava disposto a me ouvir, mesmo quando tudo o que eu tinha para dizer era o silêncio - resultado de minhas mentiras. Agora, tudo o que eu preciso fazer é contar-lhe a verdade, mas eu não sei por onde começar. "Eu sou gay e menti para você"? Acho que ele merece mais do que isso. Merece explicações de toda uma vida de dedicação e cuidado.
Sabe o pior? Que eu sei que ele não me cobrará nada e ainda vai me dar uma abraço e dizer que estará comigo sempre.
Estou vendo tudo desta forma: O amor e cuidado dele de uma vida VERSUS a minha mentira e falta de confiança com alguém que sempre cuidou de mim.
GRITO, GRITO e GRITO!

p.s.: estou indo contar agora e depois eu conto o resultado.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Doente

Depois de toda a historinha e todo o gelo da caipiroska eu fiquei doente. Minha voz começou a falhar e ficar nasal, minha garganta fechou e minha respiração estava difícil levando-me ao pronto socorro do hospital São Rafael. Nada grave. Apenas uma Amigdalite não tratada que migrou para a minha tuba auditiva e me fez ficar com uma puta dor de ouvido e ainda me fez chorar de dor. Tem ainda uma maldita sinusite que está deixando os seios da minha face intocáveis. E sabe o que é pior de tudo isso? Ouvir as pessoas dizerem que a culpa foi do final de semana de cerveja, festa e mulher [ai, se eles soubessem que foi homem]. Não minha gente, não foi a bebida, mas o gelo que foi usado... o gelo que fudeu com a minha garganta junto com o frio do local - frio este que eu não senti graças ao licor e quentão.
Estava no telefone com o Tato assim que eu cheguei do hospital quando um certo gato me ligou e eu não atendi. Ao retornar para ele o mesmo apenas me ignorou DUAS vezes. Tudo bem, eu vou perdoá-lo. Eu acho.
Ainda é difícil deglutir e estou tomando leitinho para não fuder ainda mais a minha garganta.
Vou ali deitar que os calafrios estão me matando.
GRITO, GRITO e GRITO [grito abafado pela impossibilidade de falar. e estou sem voz desde segunda-feira.]!

P.S.: fiquei em 3º lugar no concurso

terça-feira, 6 de julho de 2010

TORPEDO

"Depois que eu adormeci e acordei com você, hoje o meu amanhecer foi vazio. Faltava alguém... Falta você. Beijos. Bom dia!"
Fui despertado ontem com este torpedo e me assustei bastante com o conteúdo deste, sei lá, acho que o cara pirou na maionese ou que ele deve ter batido forte com a cabeça. Como ele pode estar sentindo tudo isso, se tudo o que nós "vivemos" foi apenas uma noite. Estou encantado com o que está acontecendo, mas também estou assustado com a velocidade de tudo e deste sentimento que tomou o meu nobre "caso" de São João. Não sou destes que tem medo das coisas e estou pagando para ver e também estou contratando seguranças fortemente armados para me proteger de tanto desejo e paixão - confesso que tenho medo de namoro. Mas ele tem parecido tão verdadeiro, tão intenso e isso me lembra uma música de Kid Abelha que diz "Se a gente não dissesse tudo tão depressa, se não fizesse tudo tão depressa, se não tivesse exagerado a dose, podia ter vivido um grande amor."
Por essas e por outras eu respondi ao torpedo com uma frase de efeito criada por alguém mais sábia que eu "Você está indo depressa demais, não acha? 'Ama-me menos, mas ama-me por muito tempo'."
Eu GRITO sim. Mas um grito de "VAI DEVAGAR PARA NÃO ACABAR RÁPIDO. Vamos ser intensos mas sem exageros.
GRITO, GRITO e GRITO!

domingo, 4 de julho de 2010

O RETORNO

Ontem eu fui a última festa dos festejos juninos e de São Pedro aqui na Bahia: o forró Coffee. Como a minha mãe não nos deixou ir de carro - pode isso? Eu já tenho 28anos. Então meu irmão arrumou um bate volta - transporte para levar os possíveis bêbados e trazê-los em segurança ao lar - que o amigo dele estava organizando para levar os amigos e incluiu toda a família nesta parada. O amigo dele é tipo um deus, eu sempre ouvi falar mas nunca vi, mas ontem eu o vi. E gostei do que eu vi. Pronto falei!
Fomos apresentados e ao entrar no transporte da alegria eu me acomodei junto das mulheres bonitas e elas se abriram para me receber, e quando a conversa estava rendendo, o amigo do meu irmão, o Alex, falou "Visão, sente aqui na frente sozinho, é mais confortável para você, já que é grandão". E como um cara obidiente que eu sou, fui e me sentei sem muitas perguntas. Mas depois que o nosso bat-bat começou a andar, notei que ele estava em pé e melhor, ralando a bunda em meu ombro, mas tudo culpa do balanço do carro. E sim, ele saiu do lugar dele para que eu tivesse mais comodidade [oi?]. Foi então que ele falou "Não quer começar a esquentar? Toma uma ai. Desculpa eu ter te tirado do meio das gatinhas lá, elas já estavam no papo para você" e eu respondi "Não se incomode por isso, eu não jogo neste time e talvez seja melhor está perto de você do que delas". Ele ficou em silêncio, abriu uma Ice e tomou em um só gole, mas permaneceu ao meu lado todo o tempo. Ao chegar na festa e todos foram desembarcar ele me segurou e falou "fique!" e como não sou desses que contraria as pessoas - principalmente as que me agradam - eu fiquei. Quando todos já estavam do lado de fora - até o motorista , que estava procurando um lugar para estacionar e marcar com o pessoal o RETORNO, ele me deu um beijo daqueles que deixa bem claro o que virá em seguir e disse "Vou ter que ficar com a menina que está comigo, mas espero encontrar você sozinho na festa" e eu disse "Quem sabe...".
O que aconteceu no retorno? Com quem acordei com um beijo de bom dia e com café na cama?
Só posso dizer uma coisa: Ele falou que passou toda a vida me procurando e que não queria me perder. E eu não sei o real motivo, mas eu acho que vale a pena tentar. Acho que eu já estou começando a me apaixonar.

sábado, 19 de junho de 2010

ausencia passageira

Por causa da correria do final do semestre entre outras coisas, ausentar-me-ei por um período, mas passarei vez ou outra para visitar, mas sem nada dizer.
Beijos calientes.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Copa do Mundo - ADORO!

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De quatro em quatro anos, seleções de futebol de diversos países do mundo se reúnem para disputar a Copa do Mundo de Futebol.
A competição foi criada pelo francês Jules Rimet, em 1928, após ter assumido o comando da instituição mais importante do futebol mundial: a FIFA.

(e blá blá blá)

Beijos pra quem, que igual a mim, não gosta de futebol e só assiste por causa dos belos pares de pernas que correm de um lado a outro do campo. Eu como sou um dos torcedores natos dos gatos das seleções, tenho que admitir, que tenho a minha preferida.

Depois de refletir muito assistindo a algumas pernas jogos pela Sport Tv Privé [ALOKA], me simpatizei com a seleção italiana. Que esse ano receberam... [/carnaval] :

  • 10 no quesito "gostosos"
  • 10 no quesito "passione" (me leva Gianecchini)
  • 10 no quesito "quero morar na Itália now!"
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Bom, tenho que confessar que se eles prometerem posar pra grifes de cuecas que nem na Copa passada, compro agora um camisa da Itália e saiu pela rua rumo a Pentada Italiana. [UI!!!]


Grito, Grito e Grito! Me chicoteia Italiaa!! ADORO!

segunda-feira, 14 de junho de 2010

pós dia do Correio Nacional Aéreo

Sobrevivi ao dia do Correio Aéreo Nacional assistindo a um filme e tomando vinho com a minha irmã. No outro dia, fui ao noivado da minha prima-exu que jogou minha viadagem ao vento para o namorado - agora noivo - e não fiz a baixaria que o demonhuzinho gritava para eu fazer. Apenas perdoei, afinal, nós, seres humanos, somo passivos do erro e um dia, talvez, eu precise do perdão de alguém.
Mas o que chamou mais a minha atenção foi ter encontrado o Sr. BotaLá no supermercado. Eu tentei me enfiar numa daquelas prateleiras do supermercado, mas fui impedido pelos meus 1,90m, e acabei tendo que falar com ele.
Sr. Botalá: "Eu estava com saudade de você. Por que você não me ligou? Eu preciso estar com você e te encontrar"
Visão: "Talvez a falta da ligação seja a resposta para a sua pergunta."
Sr. BotaLá: "Eu estive pensando, e fiquei com outros caras como você, mas nenhum me preenche como você e isso me deu medo. Eu acho que te amo. Não sei explicar. Só sei que penso em você constantemente."
Visão: "Sinto muito, mas eu estou fechado para balanço. Não quero ser responsável pela felicidade e nem pela infelicidade de ninguém. Logo, volte para sua noiva e seja feliz com ela. E nem quero matar a saudade de nada. Não tenho saudade de você. E agora, tenho que sair, tem um cara 'como eu' que está a minha espera - Fui ao encontro do meu primo, grudei ele e simulei um beijo na boca e que foi no rosto - e disse - depois te explico mas me tira daqui."

É claro que eu não sinto nada por ele, fora o tesão que eu sentiria por alguém com o corpo de Cristiano Ronaldo, mas o conjunto da obra é uma desgraça que quero manter longe de mim.

UPDATE: O Sr. BotaLá é o mesmo pseudo-hetero de quem relatei nete post aqui.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

E QUE VENHA O DIA 12

Véspera do dia 12 e eu estou pensando em colocar os planos maléficos do Gato para funcionar. Ir para algum lugar totalmente romântico com um grupo de solteirões - despeitados? - e fazer os casais refletirem sobre o "estarem felizes juntos" com "Meu Namorado Oculto é...". Brincadeirinha. Apenas mais um desvaneio meu.
Mas eu acabei lembrando que ano passado, também solteiro e acompanhado de um outro grupo MUITO grande de solteiros, resolvemos esticar a noite depois da aula na UNIT e fomos esquentar o motor no PETROX. Entre uma Sapupara - aguardente do demonhu com limão Vodka Absolut e outra, eu comecei arquitetar um plano para sequestrar o meu objeto de desejo de deus apenas por aquela noite. Os sentimentos estavam tão intensos que eu comecei a beber sem sentir, e quando eu dei por mim - MENTIRA, MEUS AMIGOS QUE PERCEBERAM - eu já não tinha controle sobre meu corpo, sobre a minha fala e tão pouco minhas ações - com direito a fazer simular um striptease .
Como cachaça para bêbado não tem limite, fui ao caixa comprar mais uma e um inimigo amigo, ao perceber minha alteração, aconselhou a comer algo, e idiota como eu sou, aceitei o convite de comer o DOGÃO - Cachorro quente com alto teor tóxico do petrox - e como ele é viciante, fui pagar por outro. Ao chegar no caixa falei: "Por favor, me dá outro do...", fui interrompido pelo vômito que voou de minha boca, e por mais que eu tentasse impedir - nem fiz tanto esforço assim -, jorrou sobre a pobre menina do caixa. Depois que tudo saiu de mim, eu olhei para ela e disse "Desculpa!?!". E saí desesperado e sem mais uma gota de alcool na corrente sanguínea.
Moral da história: se for beber para afogar a mágoa do dia dos namorados, não coma o dogão ,e se comer, não repita a operação. Alguém poderá sair sujo dessa história. Mas fique feliz por não ser você.
Resultado: Como eu morava perto do Petrox e minha vida era nesta maldita loja de conviniências - fruto da vida de um estudante pobre - e para permanecer frequentando o lugar, fui obrigado a criar a barba e passar a máquina em meu cabelo que levei ANOS criando e tratando. Tudo por culpa da ressaca moral. E disse adeus ao cabelo.
Castigo: O pior de tudo não foi dar adeus ao cabelo - estilo o de cima, mas mais cacheados -, mas é que quando cheguei lá depois de quinze dias, com barba e sem cabelo, descobri que a menina tinha pedido demissão um dia depois do banho que eu dei nela. Ela ficou sem emprego e eu sem cabelo, com barba e sem namorado.
Tem como amar o dia 12 de junho? Acho que só poderei dizer isso quando eu tiver um agradável dia 12. Um brinde a quem tem.
GRITO, GRITO E GRITO!

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Rótulos


No post anterior, ao fazer um breve relato sobre um "hetero" com quem eu tive o prazer de ter um relacionamento de um ano, eu recebi vários comentários e dentre eles um me chamou atenção. FOXX disse " na antropologia e sociologia tem um termo para este tipo de homem: HOMEM QUE FAZ SEXO COM HOMENS. Os especialistas dizem que para vc ser gay ou bi existe uma formação de uma identidade q não existe neste caso. Mas porque este rótulo tem q existir? deixa as pessoas viverem sua sexualidade da forma que preferirem, ora, sem rótulos!"
Ao término da leitura eu fiz "OI?!". Então eu fui fazer uma breve pesquisa e conseguir alguns conceitos:

Heterossexual - relativo ao tipo de afinidade, atração e/ou prática sexual entre indivíduos de sexo oposto.

Homossexual - que ou aquele que sente atração sexual e/ou mantém relação amorosa e/ou sexual com indivíduo do mesmo sexo.
Bissexual - que ou aquele que sente atração sexual por, ou que mantém relações sexuais com indivíduos tanto do sexo masculino como do feminino.

Dados os conceitos, qualquer pessoa que se encaixa em um destes, estarão definidos. E não, isso não é rótulo, é uma identidade sexual que alguns tentam não aceitar ou maquiam com outros nomes, que no final, vai resultar a mesma coisa. Rotular, para a minha mente finita, seria definir a orientação sexual com gostos musicais, roupas que veste, modo de falar e agir. Rotular é dizer: "Fulano gosta de Madonna, Britney, Rihanna e por isso ele É gay". Não, CARALHO! Fulano vai ser GAY se ele sentir atração sexual ou manter relação amorosa e/ou sexual com alguém do MESMO sexo. E sim, "HOMEM QUE FAZ SEXO COM HOMENS", aqui ou em qualquer parte do mundo, pode ser qualquer coisa, menos hetero.
Quanto deixar as pessoas viverem a sexualidade delas, eu deixo, tanto que eu fiquei com ele UM ano deixando ele ser hetero e viver a heterossexualidade dele, mesmo ele insistindo em falar que eu e outros éramos gays. Rotulando-me. Não me interesso em saber a sexualidade de ninguém, salvo se este alguém me interessar, então o interesse me levará a tentar descobrir se ele é "HOMEM QUE FAZ SEXO COM HOMEM" GAY ou BI. No mais, deixo cada um viver a sua vida como quiser e a maneira que sinta mais prazer, como eu vivo a minha.
GRITO, GRITO e GRITO!


terça-feira, 8 de junho de 2010

Atendendo ao pedido de Wans, apresento-lhes: o "hetero"


Ele é o típico hétero que faz academia, é mestre em Jiu Jitsu [o Junior Lima também faz Jiu Jitsu, né?] e um boa praça. O conheci no trabalho, pois ele fazia entrega de uma transportadora e acabamos nos tornando "colegas", e sempre conversávamos e fazíamos resenhas, mas tudo ali no trabalho. Um dia eu estava sem transporte e atrasado para ir à faculdade, ele apareceu e vendo meu desespero se ofereceu para me dar uma carona. Aceitei e quando entro no carro ele pergunta "Para onde senhor?" e eu respondo "Para o motel mais próximo" - Juro que eu falei isso porque a faculdade é perto do motel, mas ele não entendeu a piada e foi para o motel me deixando com uma cara de imbecil. Eu até tentei argumentar, mas ele deixou claro que tinha o desejo tanto quanto eu e que não precisávamos fingir um para o outro. Meu medo era ele querer que eu fosse passivo - Nunca tinha sido passivo em dois anos de relacionamento e não queria começar ali com aquele ilustre desconhecido - e com toda a arte de imobilizar dele não ia demorar para ele me possuir, mas o desejo falou mais alto e entrei.
Quando chegamos, fomos tomar banho - cada um de uma vez - e na volta, ele tira a toalha e eu morri - quando vi o tamanho do instrumento que eu teria que trabalhar, sofri pela possibilidade de nunca mais sentir o real sentido da palavra "cagar" - ao olhar aquele macho despido e me convidando para o pecado. Começei no oral e quando eu o convidei para fazer em mim ele apagou a luz - talvez se sentisse menos gay com as luzes apagadas - e começou o ballcat e quando eu menos esperei ele sussurrou "Bota lá" e eu obedeci.
Depois desse dia eu nunca mais esperava vê-lo ou que isso se repetisse, mas eu me enganei: quase todos os dias nos pegávamos - teve a vez atrás do reservatório de água da cidade, na mesa do centro-cirúrgico, na garagem do hospital, na moto em velocidade, entre outras - e quando conversávamos eu sempre dizia que era gay e não curtia mulheres e ele sempre dizia "É difícil pessoas como vc [oi?] que curtem caras" ou "Sonhei com você e que você estava com outros caras como você". Juro que eu me controlava para não dizer "Caras como eu que fode o de héteros como você, não é?", mas eu sempre ficava na minha. Ele valia muito a pena: me dava prazer e a segurança de não ser descoberto. Uma vez eu tentei argumentar que ele não era heterossexual pois ele ficava excitado só em me ver, que tudo bem que ele gostasse de mulher mas ele também gostava de homem, isso faria dele bissexual. Ele não aceitou muito bem e ficamos um tempinho - uma semana - sem nos ver.
Paramos de nos ver quando fui embora, mas mesmo assim, ele ainda sente saudade e quando o reencontrei de volta a terrinha, ele me abraçou e disse "Estou com saudade de você em mim". E continua dizendo para si e para os outros "sou hetero" e ainda vai casar. Vai entender este homem. Agora se eu matei a saudade dele...
GRITO, GRITO E GRITO!

procurando

Dias dos namorados chegando e mais vez que eu estou sozinho. Gente, tem exatamente 4 anos que eu não sei o que é ter alguém nesta data e nem em outra qualquer. Sim, solteirão, mas não por convicção!
Eu tenho vontade de ter alguém e ser de alguém, mas isso parece meio que, TOTALMENTE, irreal para minha atual condição. Não tenho encontrado ninguém que valha a pena e até estes que "nada valem" não despertam em mim nada além de uma grande atração física. Minha vida sexual - eu tenho isso? - limita-se a uma transa mensal com um parceiro 'hetero" que encontrei na academia há mais ou menos um ano - ele tem namorada e por ele era uma foda toda semana.
Estava refletindo e tentando me entender - já falei que sou o cara mais estranho que eu conheço? Sim, eu sou! Não pertenço a lugar algum e nem a pessoa alguma. Acho que nasci para não pertencer. Eu acredito que o amor acontece naturalmente, como os que aconteceram outrora, e não é nada forçado, por isso fico aguardando que aquele sapo apareça e me tire do estado de não-amar, que me leve a sonhar e a desejar conquistar coisas juntos e ter uma vida em comum.
Enquanto isso não acontece, meu coração permanece um maracujá murcho: perdeu o viço, a frescura, a beleza, a cor e a força... Se esvaziou. Sinto-me confortável com seu estado atual, pois me proporcionará preenchê-lo com uma paixão avassaladora - dessa que chega quando menos se espera e te arrebata com uma força sobrenatural, rendendo-me aos seus encantos. Foi assim com amores antigos e acho que sempre será.
A magia do amor!
GRITO, GRITO E GRITO!

segunda-feira, 7 de junho de 2010

alan, me ajuda com o título!

Eu amo música e uso-a para todos os momentos de minha vida. Tenho música para cada momento - que vai da reflexão a diversão. Aqui na bahia, como vocês devem imaginar, o pagodão e o arrocha impera em festas da turma da faculdade, nas festas de aniversário, naqueles churrascos de domingo, enfim, em todos os lugares.
Quando pequeno, mesmo sendo crente, eu me sentia tentado em dançar com o É O Tchan, mas ainda existia aquele grande preconceito com "homem que rebola é viado", e os homens limitavam-se a olhar as mulheres requebrando enquanto os gays caíam na farra. Mas com o passar dos ano, e Xandy do Harmonia requebrando mais que Carla Peres, os baianos - refiro-me aos homens - descobriram que eles também podiam [com direto a musica "eu rebolo mesmo"], e quando eu fui a minha primeira festa da faculdade, deparo-me com Os Sungas - uma banda de pagode de homens com seus corpos todo trabalhado na academia - dançaram só de sunga, e enquanto as mulheres ficavam gritando, percebo um grande número de homens dançando a coreografia das músicas como Os Sungas - só que de bermuda. lamento! - e eu pensei "tenho que aprender fazer o mesmo". E não foi difícil! Em menos de um ano eu já estava o maior dançarino nas festas da turma e se me desse alcool eu dançava até sobre a mesa - mas de roupa, gente, bjs! - e virava atração da festa. Tudo bem que eu apelava: sempre tirava a camisa para mostrar cada centimetro da quebradeira verdadeira.
É claro que quando saía da festa eu voltava a escutar as minhas músicas "normais" - Beyoncé, Destiny's Child, The Beatles, entre outros - e seguia odiando e achando sem sentindo as letras das músicas de pagode. É claro que eu sempre defendia, dizendo que essas músicas não é convite para refletir as aflições do mundo, mas sim uma forma de se divertir e esquecer os problemas por um tempo [psicologia barata mode on].
Mas o objetivo deste post é informar aos meu queridos blogueiros que, quando vocês vierem a Bahia - escolham Porto Seguro - eu vou levar vocês a esses lugares onde as coisas acontecem e onde você vai ouvir muito pagode [e onde as pessoas rebolam mesmo] e onde o povo é convidado a dançar - os dançarinos do Axé Moi que o diga [quem já foi a Porto Seguro sabe do que eu estou falando]. E vamos abandonar esse preconceito com pagode e pagodeiros, senão vou ter preconceito com heteros e gays [piada infame e sem graça!].
É com este pensamento, que eu convido vocês a darem uma espiada no que eu estou dizendo. E se quiserem aproveitar um verão por aqui, contem com minha companhia, viu?!



PS: Eu ensino vocês a requebrarem igualzinho bem rápido.
GRITO, GRITO E GRITO!

sexta-feira, 4 de junho de 2010

eu sonho em ter meus filhos.


"O padre Luiz Antônio Bento, assessor da comissão para vida e família da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), afirma que a adoção por homossexuais fere o direito de a criança crescer em um ambiente familiar, formado por pai e mãe, e isso pode trazer 'problemas psicológicos à criança'."
Eu desejo muito casar e ter meus filhos - biológicos ou não. Mesmo sendo gay eu tenho esse direito e quero exercê-lo. Mas eu quero deixar o meu recado para este indivíduo e para os seus companheiros: problemas psicológicos MAIORES foram causados por PADRES que usaram a batina e ao invés de proteger e guiar, abusaram de crianças. Não falo de todos os padres, mas daqueles que o fizeram, os quais a igreja escondeu e perdoou. Podem atribuir a culpa a homossexualidade, mas eu não acredito nisso. Homossexual é pessoa que sente atração e/ou mantém relação amorosa/sexual com indivíduos do mesmo sexo, e quem abusa de crianças e cria traumas recebem outro nome: PEDÓFILOS.
Talvez as crianças possam sofrer algum tipo de bullying na escola, mas elas não são vítimas de seus pais homossexuais, e sim, vítimas, mais uma vez, de uma sociedade que prega um modo de vida único e que não respeita a diversidade; de uma sociedade que fomenta o ódio descabido contra quem escolheu viver como é verdadeiramente. Para mim, pior do que crescer com pais homossexuais é crescer abandonados a própria sorte em um sistema que deveria cuidar delas e não o fazem. E sofrer abuso sexual - alguns padres fizeram e/ou fazem isso, não é? A igreja escondeu, não foi? as crianças sofreram e/ou sofrem muito, não é verdade? - pode ter um efeito mais destruidor na vida da criança.
"A psicóloga Ana Bahia Bock, professora da PUC de São Paulo, discorda. 'A questão é cultural. Se a criança convive com pessoas que encaram com naturalidade [a sexualidade dos pais], ela atribui um significado positivo à experiência." E quero dizer que sim, eu acredito mais na ciência do que nos sabedores da vontade de Deus para a vida alheia. Sendo assim, fico com a resposta da ciência.
GRITO,GRITO E GRITO!


Nota do autor: Li a declaração do padre e da psicóloga na FOLHA UOL.

Imagem : ceticismo.net

quarta-feira, 2 de junho de 2010

o rio de janeiro, fevereiro e março*


Eu sempre tive medo de visitar o Rio de Janeiro. Sempre! Quando falam em Rio de Janeiro, em minha cabeça vem as piores cenas possíveis: bala perdida, arrastão, assaltos, tráfico de drogas, exploração de menores no tráfico. Tudo isso me leva a crer que o Rio de janeiro não é um lugar seguro, e sim um lugar que você deve visitar se seu objetivo é morrer, e nem mesmo as novelas mostrando o melhor do Rio, sua praias OS GAROTOS DO RIO - AI, OS GAROTOS DO RIO! e entre outras coisas, despertam-me o desejo, e quando o faz, é logo destruído pelo medo de ser alvo de uma bala perdida, já que eu tenho forte tendências para tragédias.
Eu estava lendo este post aqui - e recomendo - e lembrei de uma conversa que eu tive com o Rafa do Tanta Coisa, no qual ele me dizia que o Rio de Janeiro não é todo esse exagero vendido pela mídia, e que durante todo o tempo que ele mora lá [tempo esse que não direi nem sobre tortura para que suas mentes insanas não calcule e descubra a idade dele 32anos. E que sim, valeria a pena fazer uma visita e descobrir o Rio que os jornais não mostram, e tudo que eu precisava saber seria onde ir e onde não ir, e ter um guia. Ainda salientou que depois de aproveitar tudo de bom que a Cidade Maravilhosa tem para me oferecer, eu iria dizer "putz... quanto tempo eu perdi".
Agora que eu descobri outra história sobre o Rio de Janeiro, lá vou eu arrumar minhas malas e me mandar para esta cidade no próximo verão, e aproveitar a praiana verdade os homens da praia pois não sou destes que fica se torrando no sol todo melecado de bronzeador e nem tomando banho de mar - aquela estória do esperma da baleia criou um bloqueio em mim [ sim, sou influenciável. Beijos!] e as maravilhas desta cidade. E só digo mais uma coisa: O Rio de Janeiro não será mais o mesmo depois de mim.
GRITO, GRITO E GRITO!

*Nota do Autor: mais um título idiota. sempre com você, Alan.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Vacina


Amanhã é o último dia para a tomar a vacina contra o H1N1 e a minha pessoa ainda não se dignificou a tomar esta bendita vacina. Sei lá, acho que se todo mundo está protegido, ela num vai chegar a mim, não é mesmo?
Sou adepto do ditadoque acabei de criar que "se o cara vai morrer de peste, num tem santo ou vacina que o livre. Também tem o grande medo que tenho de tomar injeção, e só tomo com as pessoas de minha inteira confiança técnica, que sempre me aplicaram [injeção, que fique bem claro], e quando não as encontro, eu mesmo me aplicava. Mas nos postos de saúde é complicado, eles não deixam eu me aplicar, e eu não confiei em nenhuma auxiliar que estava disponível. Vou criar uma propaganda para que homens BONITOS façam o curso de auxiliar e técnico, e quem sabe assim, eu tenha um motivo a mais para tomar a tão temida PICADA.
Deu uma saudade de trabalhar em um hospital e estar envolvido com as pessoas de saúde, pois quando tinha campanha de vacinação, éramos imunizados no trabalho, e sempre tinha alguém para me consolar e segurar minha mão nessa hora de pavor.

GRITO, GRITO E GRITO!

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Momento mata minha sede


Tem como não querer matar a sede COM ESTE HOMEM com este refrigerante?

quarta-feira, 26 de maio de 2010

PERDIDO!


Eu assisti a primeira temporada de Lost e fiquei doido para tentar achar uma resposta para aquilo. Fica tentando encontrar as respostas, mas sempre me perdia quando eu via coisas inexplicáveis acontecendo. Puta-que-pariu! Decidi parar no final da primeira temporada e só voltaria a assistir, todas as temporadas, quando chegasse REALMENTE ao final da série.
Ontem, antes das 20h, eu estava em crise, tentando decidi se assistia ao Recap de Lost no AXN, ou SE baixava todas as temporadas e assistia. Mas eu não resisti. "Vá à merda!", pensei. Já que eu estou aqui nesta tv, eu vou é assistir o recap e o final logo. Preparei o kit-sobrevivência comidas e bebidas, remédio para o coração e sentei na frente da tv. Ah, também deixei meu cardiologista de sobreaviso, caso meu coração não resistisse.
Frustrei-me! Nada de fortes emoções, e descobri que meu raciocínio é lento, pois eu suspeitei de um mundo paralelo na parte em que Locke está furando o pescoço de Jack na ilha e na "vida real" ele começa a sangrar e várias coisas.
Não sou bom em críticas e nem isso é uma crítica da série. Mas achei o final tão "Alma Gêmea", com todas aquelas luzes espirituais, e a dica de que eles estão seguindo adiante[evoluindo?]. Nem precisei dos remérdios tarja preta, nem tão pouco do meu médico de olhos azuis. Como também, depois de tudo, desisti de baixar todas as temporadas. O que passou, passou. Não volta mais. Mas gostei do final [Eu acho!].
Mas quem assistiu tudo, diga aê. Vale ou não a pena ver tudo?
GRITO, GRITO E GRITO!

terça-feira, 25 de maio de 2010

Devido a todo o tempo que eu levei para tomar coragem para viver o que eu queria, passei a acreditar, talvez para justificar a demora, que as coisas acontecem quando elas tem que acontecer. Tudo acontece em seu tempo determinado [será?].Se eu tivesse tomado a decisão de correr atrás do que eu queria logo que eu terminei o ensino médio 11 anos atrás, eu não teria encontrado as pessoas que eu encontrei, e me tornado o que eu me tornei. Sim, estamos em constante construção, sempre adicionando novos conceitos, abandonando outros. Posso afirmar que eu não sou o Visão de 11 anos atrás, como também posso afirmar que, desde que eu comecei a escrever neste blog e interagir com vocês, eu mudei muito mais. Estou mais corajoso, aceitando quem eu sou e sempre buscando ser alguém melhor.
Eu estou escrevendo isso para atender a proposta feita pelo Paulo B. , e postar a música que marcou a minha vida - falo da decisão de mudar e toda a crítica que eu sofri por abandanar o curso faltando um ano para concluí-lo. Sim, minha gente, há um ano de pegar o meu diploma, eu pulei fora, e consequentemente, sofri toda a sorte de críticas que vocês conseguirem imaginar. Foi então que eu ouvi está música:



E desde então este tem sido o meu hino oficial.
GRITO, GRITO E GRITO!

segunda-feira, 24 de maio de 2010

sem título *

Eu não tenho dúvidas a respeito do que eu quero para a minha vida. Talvez eu tivesse na época em que "escolhi" ser médico, enfermeiro, farmacêutico, tudo para seguir os passos de minha mãe. Foi algo imposto a mim e nesta época eu não tinha coragem o suficiente para enfrentar e decidi por mim mesmo que caminho seguir. Também não posso dizer que a minha mãe me obrigou, mas afirmo que ela o fez através de mensagens subliminares de efeito imediato, do tipo "se você gosta de escrever, faça medicina e escreva livros de medicina" ou "você nasceu para ser médico", obrigando-me a satisfazer os seus desejos.
Eu sempre admirei a minha mãe e todo o trabalho que ela teve para nos criar sem o apoio do meu pai [que o inferno o guarde em fogo alto]. Foram anos de ausência por causa de seu trabalho em três hospitais, e quando eu queria vê-la, tinha que ir ao hospital e aguardar o intervalo entre um cirurgia e outra. Fim de semana com minha mãe? Nunca existiu. Sempre havia uma mulher parindo [ou terra sem controle de natalidade, minha gente]. E todo este esforço dela me levou a querer fazer a sua vontade, mesmo que consequentemente fosse a minha infelicidade.
Mas há tempo para tudo, e eis que um dia, eu acordei lindo e gay, sentido a necessidade de mudar e com coragem para fazer isso. Eu precisava recomeçar em um lugar onde ninguém me conhecesse, que eu não fosse apenas o "filho da minha mãe" e não tivesse referência; um lugar onde eu mesmo tivesse que me inventar e criar as minhas referências. Pedi demissão do trabalho, tranquei a faculdade e fui embora da minha cidade para fazer o que eu queria: JORNALISMO! Foi uma decisão difícil, mas era algo que eu precisava no momento. Nada de planos, apenas instintos de sobrevivência. E sobrevivi. Não foi fácil e tive que aprender a viver sem as mordomias que eu estava acostumado, e o que antes para mim era insignificante passou a ter valor. Quando eu tinha uma nota de R$10,00 eu me achava rico, enquanto antes de ter mudado de vida, eu achava que R$50,00 não era dinheiro. Virei cozinheiro, lavava as minhas roupas, arrumava o apartamento, e passei a ter uma VISÃO maior de mundo. Deixei de ser o filho mimado e que tinha tudo nas mãos. CRESCI em dois anos o que eu não tinha crescido em 26 anos de vida.
Minha familia não acreditava que eu conseguiria viver longe da proteção de minha mãe, e esperaram que eu voltasse em três meses. Mas isso não aconteceu. Superei as expectativas deles e ganhei mais admiração. Voltei por uma necessidade maior, mas isso não podou as minhas asas. Aprendi a voar. E voarei quantas vezes eu precisar.
GRITO, GRITO E GRITO!

PS: * o "sem título" é para dizer ao Alan que, como[ui!] ele, também não encontro títulos para o que eu escrevo.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

medicina

Eu perdi o meu encanto com a medicina mais uma vez, e agradeço por ter tomado a sábia atitude de fugir deste caminho tortuoso. A minha decepção começou quando eu via os inúmeros casos de pacientes e acompanhantes processando os médicos. Eles dizem "não é por dinheiro, é por justiça", mas no final, o que querem mesmo é obter lucro com a morte do ente "querido". Tudo bem que alguns médicos erram grosseiramente [já testemunhei vários erros], mas nem todos fazem isso, e quando erram, foi tentando fazer o melhor pelo paciente. Quando eu caminhei nesta área profissional, aprendi uma que o paciente vai com dois objetivos a um hospital: melhorar e provocar a demissão de alguém.
Já vi grandes médicos serem processados por erro médico, sem nem ao menos ter culpa, mas a "justiça" [quase sempre cega] ficar ao lado dos familiares que não economizam no choro. Tenho um exemplo na minha vizinhança, quando um médico conceituado, com o qual eu estava aprendendo a arte da cirurgia geral, havia solicitado uma urgência no internamento dele devido a perfuração no estômago causado em uma endoscopia causando uma hemorragia interna. Como estavam no consultório, ele deu a solicitação e pediu a família para levar com urgência ao hospital, sem explicar o motivo. mas os familiares resolveram levar o paciente para casa, dar comida, arrumar as malas, e quando o paciente entrou na emergência já estava em choque hipovolêmico e morreu. E sabe o que aconteceu no outro dia? Os familiares estavam na rádio dizendo que o médico matou o pai , marido, tio, avô deles.
Desse dia em diante decidi que, se depender de mim, nunca vou cuidar de filho da puta nenhum. Larguei a profissão, o desejo de fazer o melhor para o mundo, e fui dedicar a minha vida a algo que eu não tenha que me comprometer com a vida de ninguém.
Estou falando isso, só por causa de um episódio de Grey's Anatomy, em que a paciente morreu, e o marido dela voltou lá e saiu matando todo mundo, em nome de uma tal justiça. A mulher estava morta, ela tinha solicitado que era para desligar o aparelho por não querer viver como vegetal, mas ele se recusou. Mas o diretor decidiu por fazer a vontade da mulher. Veio o viúvo com a dor dele, e saiu matando os filhos, pais, irmãos, de outros, e querendo justiça por terem matado uma mulher morta.
Quer saber? Cuidar só do que é meu.
Grito, Grito, Grito!