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quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Enfim, as promessas para 2011...


Aqui estou eu mais uma vez, dedicando meu tempo a fazer promessas que no mínimo vou quebrar antes do meado do ano. Mas, devo confessar que essa prática milenar de prometer o que não posso cumprir virou uma mania, e eu não passo minha virada de ano sem antes ter pego um bloquinho de papel, ou meu pequeno bloguito “GRITO” e extravasado minhas famosas promessas difíceis de cumprir.

Ano passado eu me lembro de ter prometido fluência em francês e virar vegetariano, e o máximo que consegui foi ter parado no hospital  intoxicado por carne de porco. E o meu francês ainda não passou do "Ne me qui te pas" (porra, acho ainda que escrevi errado essa bosta)

Vamos deixar de lenga-lenga e ir ao que interessa, fazer promessas!!!

Bom, em 2011 eu vou...

1. Viajar para fora do país (mesmo não sabendo nenhum outro idioma, acho que quem sabe falar “fuck you” está salvo em qualquer lugar)

2. Ser mais Maysa (beber demais e ficar por aí, bar em bar... bar em bar - ADORO)

3. Voar de asa delta (com as favelas do Rio pacificadas, o risco de virar alvo de tiro é bem menor, o ruim é que acabou com metade da emoção da viagem. Eu sempre me via desviando dos tiros, meio Steven Seagal)

4. Nadar pelado na praia (acho tão excitante essa coisa de entrar no mar e nadar pelado, mas pra isso acontecer preciso aprender a nadar – beijos!)

5. Aprender a nadar (para realizar meu sonho de nadar pelado, mas tenho que arrumar alguém pra me ensinar)

6. Comprar um camisinha que brilha no escuro (queria ver o que acontece - inocente - alguém me mostra?)

7. Pensar em sexo o menos possível (e nem ficar reparando os homens da cintura pra baixo, e nem imaginar as pessoas sem roupa e muito menos como deve ser elas fazendo sexo - Acho que essa promessa eu vou quebrar no próprio dia 01/01/2011 - droga!)

8. Não salvar gente estranha (tenho andado com essa mania de uns tempos pra cá. Fico salvando gente estranha em festa esquisita e o pior: sem o auxilio da birita #TENSO)

9. Ter um caso com um Salva Vidas, um Pedreiro e um Mecânico. (acho justo e acho digno... realizar alguns fetiches em 2011, se bem que tem os Guardas, Zeladores, Policiais... ai ai)

10. Ser um ótimo fisioterapeuta e não ficar excitado vendo meus amigos profissão, todos trabalhados no branco, mostrando o que sabem fazer com a mão – ui!






Alias, me digam vocês, o que prometem para 2011???


Pra finalizar, agradeço a todos que acompanharam o Visão e o Tato (eu), nesse ano de 2010 (que foi maravilhoso pra mim, amém), aturando sempre nossos altos e baixos, nossas “GRITARIAS”, e principalmente compartilhando mais do que comentários conosco, mas também suas opiniões, histórias e amizade. Meus sinceros votos de Amor, Paz, Prosperidade e Sexo para todos vocês (sexo por que a vida sem isso é monótona. FATO) e que no ano que se inicia estejamos todos aqui juntos, fazendo o que sabemos fazer de melhor: Vivendo e Gritando (ou fudendo com a vida e gritando).

Beijitos e ótema viradjééééééénha pra vocês!



By Tato

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

merdas que me afetam

Eu já o conhecia, mas nunca fomos amigos.Não grandes amigos. Trocávamos raras palavras, na verdade, cumprimentos, e ele nunca foi de chamar muita atenção. Com um jeito calado, mas sempre atencioso a qualquer coisa que eu falasse, uma aproximação aconteceu, mas não tão importante para que pudéssemos falar de algo que é pessoal - como minha orientação sexual. Foi então que as coisas foram mudando, e uma intimidade - não da minha parte - foi brotando de uma forma natural, mas originada por ele, e quando eu menos esperava eu já era o seu confidente e todos os problemas já passaram ser do meu conhecimento, mas eu me mantive calado em relação a minha vida. Todas as conversas eram recheadas de toques carinhosos, de palavras gentis e de um carinho incomensurável. Passei a ser convidado para estar presente, mas mantive a distância necessária, afinal eu já estava desejando aquele corpo e eu não poderia tê-lo, e limitei-me a falar com ele pelo MSN. Em uma dessas conversas ele perguntou se poderia vir a minha casa e eu disse "não" pois estava na casa do meu irmão e ele se ofereceu para ir até lá, pois precisava MUITO falar comigo. Por medo, marquei em um território neutro, em uma praça.
Chegando lá, ele me abraçou e este abraço durou um certo tempo, o que me incomodou de início, e ele começou a me agradecer por ter aceitado o encontro, pois o que ele tinha para falar era MUITO importante e não poderia ser dito a outra pessoa.
- Eu estou sentindo um tesão filho da puta por você - disse ele sem pausa - e há muito tempo que eu estou sentindo isso, mas reprimindo a cada encontro, mas chegou um momento que não aguento mais reprimir e estou te contando.
Eu fiquei com cara de quem morreu e não queria ser ressuscitado, e pensei em muitas coisas, inclusive na namorada dele, que era tão legal - só a tinha visto uma vez, mas ela disse que adorou me conhecer - e em todas as possibilidades de experimentar algo que eu também desejava. Como não sou santo mandei "Então vamos para um motel resolver este problema de tesão".
Problema resolvido, cada um para o seu lado e achei que seria a última vez. Não foi. Matar a sede de sexo tornou-se comum, diria semanal, fora os encontros quase diários, e a preocupação dele em sempre querer saber como eu estava. Deixou de ser apenas sexo, e ele passou a ser um cara presente em minha vida, compartilhando os problemas dele e eu os meus - passamos a ser um casal. 
"PORRA!" Eu pensei. Não posso ser um casal com alguém que já tem o seu par. Posso?! Mas o meu problema se tornou maior, quando eu estava assistindo o show da Vanessa da Mata, e acabei transformando a canção dela em nosso tema - minha vida tem trilha sonora, ok?! Eu acho cool - e me peguei cantarolando "como pode ser gostar de alguém e esse tal alguém não ser seu". Acordei! Arrumar uma canção para o casal é um dos VÁRIOS sinais de paixonite. Descobri que a droga de algum sentimento estava vivo aqui, no meu peito, e que chegou sem eu dar conta e foi se instalando em um cantinho, e sem eu perceber, já tinha tomado conta de mim. Não foi por causa do sexo - sim, o sexo é bom -, mas foi pelo carinho dele comigo, mesmo estando entre outras pessoas, pelo cuidado, pelas mensagens no celular, e recados off no msn. 
"ELE TEM ALGUÉM E NÃO VAI LARGAR POR VOCÊ", essa foi a razão gritando, e eu não sou criança para ficar brigando por um brinquedo - EU SEI QUE ELE É MUITO MAIS QUE ISSO - mas saí de cena. Mantenho meu celular off, não entro no msn, e NUNCA passo por lugares onde eu posso encontrá-lo. Medidas extremas sim, mas necessárias para manter-me a salvo de mim mesmo. Instinto de sobrevivência. Ele tem tentado, pois recebo mensagens quando tiro o celular do modo off, e elas vem carregada de saudade, carinho e preocupação. Eu respondi dizendo: "Muitas coisas acontecendo e estou sem tempo. Mas eu vou te explicar tudo quando chegar a hora. Cuide-se".
Há pouco instante recebi a seguinte mensagem dele: "A minha vida não está a mesma coisa sem você. Não deixa o que construímos acabar. Beijos. Te amo".
Tive vontade de devolver a mensagem lembrando-o que não construímos nada, e que ele tem construído algo com a namorada-exu dele, mas achei melhor me calar. O silêncio, neste caso, é a melhor resposta. Mas a única coisa que eu sei neste momento, é que só existirá "nós" quando ele terminar com a namorada e ficar comigo. Não que eu vá exigir, mas acontecerá se ele escolher. Ele tem até janeiro para decidir. Mas isso não sou eu quem irá dizer a ele.
GRITO, GRITO E GRITO!